FENOLOGIA DE SELEÇÕES DE UVAS DE MESA SEM SEMENTES

Suze P. Capobianco, Umberto A. Camargo, Jair C. Nachtiga, João D. G. Maia, Paulo R. D. Oliveira

Resumo: No Brasil, bem como nos demais países produtores de uvas finas de mesa, a demanda por uvas sem sementes tem aumentado muito nos últimos anos, devido a sua melhor aceitação nos principais mercados consumidores. A expansão do cultivo de uvas apirênicas no Brasil tem sido limitada pela inexistência de cultivares adaptadas às condições edafoclimáticas das regiões vitícolas do país, o que tem proporcionado, na maioria dos casos, uma baixa produção, inviabilizando o cultivo. Preocupada com o futuro da viticultura nacional, a EMBRAPA Uva e Vinho iniciou, em 1997, um programa de melhoramento genético visando à criação de cultivares de uvas de mesa sem sementes, adaptadas às diferentes regiões vitícolas do Brasil, com a qualidade requerida pelo mercado internacional (Camargo et al., 1999). No ano de 2001, foram selecionados 7 (sete) materiais, a partir de um lote de 1700 híbridos, com possibilidades de se tornarem novas cultivares. Estas seleções foram submetidas a uma série de estudos de manejo, fenologia, produção, pós-colheita e mercado. O conhecimento das diferentes fases do desenvolvimento da videira é fundamental para a adequada aplicação das técnicas de cultivo, possibilitando uma produção intensiva e mais econômica da cultura. A avaliação  do comportamento fenológico destas seleções é um estudo básico para a definição de sistemas de produção para as novas cultivares que virão a ser lançadas.
Voltar